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Dores ao Tocar Violão | Como Evitar

🎸 Aprenda nesta aula GRATUITA como melhorar a sua POSTURA para evitar alguns problemas comuns no aprendizado do violão.

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Neste post, vou falar daquela situação que acontece com MUITA gente: quando começamos a tocar violão e as pontas dos nossos dedos começam a doer demais, às vezes, uma dor até insuportável, chega a dar bolha nos dedos, o punho dói… quem nunca?

Essa dorzinha é totalmente normal, vai acontecer com você, vai acontecer com todo mundo. Por quê? Porque, geralmente, no dia a dia de uma pessoa, ela não tem o contato com uma superfície tão pequena, tão fina e tão dura, na maioria das vezes, como é a corda do violão.

Com o passar do tempo, o seu corpo vai se acostumando e vai mandando a mensagem  “está tudo bem… esse contato aí, eu já reconheço, esse contato é normal” (risos). Então, a superfície da ponta dos dedos vai enrijecendo aos poucos, vai ficando mais resistente, justamente por conta desse atrito.

Se você toca todos os dias, por meia-hora, os seus dedos irão se acostumar com isso. Mas se um dia você se empolgar e tocar três horas seguidas, é provável que possa vir a doer novamente. Porém, com um ou dois dias vai voltar ao normal.

Cordas de nylon agridem menos do que as cordas de aço?

Com certeza! Isso é inegável, porque a espessura da corda de nylon é maior do que a espessura do corda de aço. A de nylon “entra” menos na sua pele do que a de aço, vai ter um atrito um pouco menos agressivo do que a de aço.

Aí o aluno me fala: “Ah, Renato, mas eu gosto da corda de aço. Eu quero começar a tocar com a corda de aço. Pode?”. Pode também. Eu indico a corda de nylon para quem está começando para minimizar um pouco esse problema da dor nos dedos.

Outra coisa que as pessoas reclamam muito é de bolha no polegar. Isso aí já não é normal. Se está dando bolha é porque, provavelmente, você está fazendo uma força excessiva. Talvez você está colocando muita força porque você não teve uma orientação adequada ou, talvez, porque o seu violão está tão desregulado, as cordas estão altas, que você precisa fazer muita força e aí acaba gerando as bolhas.

Minha dica, neste caso, é: procure dosar melhor a sua força e leve o seu instrumento em um bom luthier para ele poder regular, chegar à altura das cordas, checar a tensão das cordas, ou seja, se está com as cordas adequadas para o seu instrumento, pois isso também é muito importante.

Outra dor que as pessoas comentam bastante comigo é a dor no punho, dor na região do pescoço e dor nas costas.

Isso acontece por causa de má postura. Vai variar de acorde para acorde, mas a postura mais certa é aquela natural da mão, aonde você realiza o acorde no braço do violão com movimentos anatômicos: sem dobrar o punho para cima, para baixo, para o lado de formas exageradas. Procure sempre deixar o seu punho movimentando de forma natural, sem esforço.

Outra dificuldade muito comum: a visualização do braço do violão. Quando a pessoa, ao estar tocando, não consegue enxergar as casas no braço do violão com a postura ereta (coluna alinhada) e, então, ela acaba curvando a coluna demais para a frente e forçando demais o pescoço na intenção de ver aonde está posicionando os dedos. O problema é que, ao fazer isso, a pessoa passa muito tempo nessa posição e acaba gerando tensão nos músculos desses locais. Muitas vezes é uma atitude involuntária, sem pensar, sem nem perceber o que está fazendo, mas é desnecessária.

A dica para evitar isso é:
– Se você toca com o violão apoiado em sua perna direita, busque um apoio para o seu pé esquerdo. Incline o braço do violão um pouco para cima, e deixe o violão um pouco inclinado para o rumo do seu corpo, porque, com isso, você vai ter, no começo, uma boa visualização do braço. Atente-se que não é normal tocar com o violão muito inclinado em direção ao corpo, apenas levemente, pois, por outro lado, não é preciso deixá-lo extremamente paralelo ao corpo. Incline levemente e fique se vigiando para que não curve sua coluna e vire muito a ponto de forçar o seu pescoço para a frente.

– E, para quem toca apoiando o violão na perna esquerda, a regra é a mesma. Pode inclinar o violão um pouquinho para o rumo do seu corpo, pode subir o braço do violão um pouco também.
Isso tudo no começo, depois você vai adequando essa postura, porque você irá se acostumando a posicionar os dedos nas formações dos acordes básicos, e, com isso, você irá desinclinando o violão naturalmente.

Algumas pessoas defendem, firmemente, que o violão tem que ser posicionado na perna esquerda, que o único formato anatômico, para essas pessoas, é o dele posicionado na perna esquerda, inclinado à altura do fim do ombro e bem paralelo ao corpo. Eu não discordo. Acho que algumas peças, algumas músicas irão ser mais fáceis de tocar com o violão assim, mas eu, particularmente, no dia a dia, ou se você já me viu tocar em algum lugar, você vai ver que, quase sempre, o meu violão está posicionado aqui na minha perna direita. Na minha opinião, não tem um jeito certo de tocar. Pode ser qualquer um dos dois. O importante é você deixar a sua postura de forma natural e anatômica. Para isso, lembre-se de não deixar o violão com o braço reto, nem com o braço acima do ombro…

Resumindo. Procure estar sentado(a), com os dois pés no chão, ou em um apoio, coluna ereta, pescoço levemente curvado em direção ao braço do violão sem forçá-lo, o outro braço (sem ser o que toca os acordes) apoiado na curva mais alta do violão de uma maneira que seu antebraço tenha liberdade de movimentar o ritmo com a mão, sem tensionar o seu ombro.

E, para a outra mão (a que você usa para fazer os acordes no braço do violão): nunca dobrar o punho para cima, para baixo ou para os lados.

Enfim, é perfeitamente possível tocar violão de uma maneira anatômica. Então se você tem esse tipo de problema, com dor de qualquer tipo, agora já sabe o único ponto em que pode ser considerado normal a dor, que é nas pontas dos dedos, o que, com o passar dos tempos, a pele irá se adaptar naturalmente e a dor não irá mais ocorrer. Demais dores são decorrentes de uma má postura e você deve corrigir isso.

Espero que este texto tenha te ajudado com essas questões. E se ajudou, compartilhe para que ele ajude mais pessoas, aquele seu amigo ou sua amiga que também está passando por isso.

Ficou com alguma dúvida? Deixe seu comentário abaixo.

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Um grande abraço e até a próxima!
Renato Faleiro

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